In§tante§ ð'um £ouco: Janeiro 2007
O dia quando acorda traz sementes virgens
Que transpõem a face da alma.
Sonhos alucinados
Onde o sussurro dos sons
É melodia de amor.
Amor, é ânsia de posse! Amor que cresce e vibra,
Ardente como fogo e profundo como o mar.
Não mereço o teu amor feito de luares e magnólias...
O meu amor, é amor que estremece
De desejos vagos, crepusculares, fatais...
(Desenleia-me, conto-te em história...)
Trago nos dedos a vontade de uma carícia
Sinto nos dedos o vento a passar
Esta noite quero amar com desejo infinito
Ninguém, está só o florido caminho.

A carícia andará perdida...
Quando estás longe, nas horas de longos instantes
O ponteiro que atravessa os quadrantes
Marca séculos, esquece-se de andar.
Olho o céu, é um templo sem luz
Olho a terra, é um jardim sem cor.
Então recordo os momentos passados
Lembro as frases doces
Conto os sorrisos que me deste
E que permanecem no meu coração.
Teu amor é delírio, volúpia
Que me abrasa e consome.
Oh, Deus!
Ordena às horas que deslizem em fio de instantes
E o ponteiro que atravessa os quadrantes
Indique a hora em que te posso beijar.
Porquê manter a demência?
Antes uma insatisfação mansa,
Que a marca da dor?

Sois jurados d'um LOUCO!
Solidão...
Amo e desejo o teu silêncio, a tua tranquilidade
Apenas tu me consolas e convidas a ficar só.
Momentos sem dor, agressão ou dano
Momentos que me seduzem e encantam
Momentos meus e de mais ninguém
Onde me descubro em cada canto da vida...
Deixo-te assim... completamente louca!!!

...antes, durante, depois...
...antes do durante...
...antes do depois...
...durante o antes...
...durante o depois...
...depois do antes...
e
...depois do depois...
Amo!
Peco?
Decerto...

Óh evolução,
Porque geraste religião?
Senti mais amores que aqueles que toquei
Senti mais emoções que todas as emoções que experimentei

Quanto mais sinto, mais falta me faz o sentir...
Tenho da existência uma lembrança,
O destino louco dum amor sem fruto.
Minha alma dorme na treva
Com um olhar de morte que me envolve.
Que me sobra...?
Morre comigo a estrela dos meus puros amores,
Já nem sinto no peito
Um punhado de murchas flores.


Tanta vida no meu peito cabia.
Adeus sonho...
Corpo
Coração
Suspiro
Sorriso
Toque
Abraço
Entrega
Desejo
Saudade

Palavras que me restam dum vago perfume que é teu...
Existem certas coisas que...
Não cabem numa frase
Não cabem numa estrofe
Não cabem num poema
Nem em mil poemas
Não cabem numa ideia
Não cabem numa alma
Não cabem num corpo
Nem em mil corpos

Existem certas coisas que...
Apenas se sentem, não cabem num nome

Abro as portas de par em par
Desnudo-me...
Encaro o mundo de alma limpa,
Adornada de rendas, sedas e cetins.
Um desejo secreto habita o avesso de mim...
É composto por palavras de dor, prazer, corpo.

Encontro-me na página vazia de mais um Ano!
Realiza-se o sortilégio...
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