In§tante§ ð'um £ouco: Fevereiro 2007
Escuto uma voz, uma única voz.
Ecoa no silêncio dos instantes passados sozinho.
Grita verdades que não nego. Nem ouso negar.
Antes verdades fétidas que mentiras delicadas e corrosivas.
Antes ela que eu.
Antes o grito que o meu cúmplice silêncio...
E sinto o que julgava não ser possivel.
O enorme silêncio da sombra sobre o teu corpo...
Ancorei na saudade...
Invento estrelas no teu olhar.
Sou rio, sou riso!
Cada instante é um carnaval intenso...
Pressinto saudade
Do presente
No distante futuro.
Corpo que toco
E que enleio
E que sinto a perda.

Saudade futura que me violentas no presente...
Há instantes em que me decomponho
E vagueio indefinidamente
Entre rosas de lágrimas.
Há instantes em que me dispo
E oculto o rosto
E velejo pelas orlas do caos.
Há instantes em que copio sonhos
E teço mentiras ao tempo
E rendo-me exausto.
Há instantes em que me é impossivel
A cadência do corpo
Nem a pele quer a minha memória.

Há instantes em que morro, que fujo de mim...
Calo as palavras...
No presente, um aroma a passado.
Dizem que nasci louco
E que serei eternamente louco.
Que me importa, o que é preciso é saber viver!
Tenho urgência em viver!
Estou enfastiado da vida quotidianamente estupida!
Recuso aceitar o desconchavo dos que acreditam
Que querer viver é apenas e só isso...
Se querem regras, cumpram-nas!
Se querem subordinação, humilhem-se!
Se querem tudo, façam!
Eu, vivo com a minha loucura!
No meu coração escorrem longas emoções
e fluem pensamentos.
Acham que posso ignorar o que sinto no peito?
Não me questionem!
Não me definam!

Eu, não me questiono... não me defino...
Vivo com a minha loucura!
Preciso da ternura do teu olhar
Da audácia da tua pele
Da maciez do teu cheiro.
Dá-me a embriaguez que brota dos teus lábios...
Preciso ouvir a melodia do teu corpo!
Desafio-te...
Fechaste as portas do teu Mundo
Na esperança de ele se encontrar...
Vais contando o tempo quase ao segundo
Parece não querer passar
Fazes de conta que está tudo bem
E andas às voltas quando estás a sós
Gritos mudos que só tu entendes
E por fim Silêncio,
que é a tua voz...!!
Não precisas de te esconder
Ninguém te vai encontrar
O que está escrito na tua pele...
Só tu não decifraste...
Quadro teu... traço a pincel
A História da tua vida
Escrita, sentida, tatuada na pele...
A tua pele.......és teu, a tua pele.......só tu
Quem lá... escreveu, com a tua permissão
Nem sequer, nem sequer percebeu... e perdeu...
Passou-lhe a pele por entre as mãos...
Quadro teu... e traço a pincel
A História da tua vida
Escrita, sentida, tatuada na pele...
A tua pele.......és teu, a tua pele.......só tu
Quem lá..., quem lá escreveu, com a tua permissão
Nem sequer, nem sequer percebeu... e perdeu...
Passou-lhe a pele... passou-lhe a pele, por entre as mãos.

(Pólo Norte)
Quando escrevo o que não sinto
E choro o que não sucedeu
É porque perdi o que sinto
E creio que não sou eu.

Não me amem, porque não quero!
Quero ser insincero, livre...
No luar desta noite
Ouvi a tua voz chamar por mim...
O desejo de fazer dia contigo
Segreda o nosso brilho às estrelas.

Amanhece-me na insónia das tuas mãos...
Faz-me madrugada longa de ti.
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