In§tante§ ð'um £ouco: Setembro 2006
Esculpo na alma marcas deste emergir
Que me afloram o sangue e as lágrimas.
O primeiro vestígio de luz
O ruido do primeiro grito
A descoberta do sonho
O som que me desperta
A consciência do acordar

...Preencho-me, inscrevo vida!
(privo-me voluntáriamente de escrever, silencio...)
Olhei-te, longe de mim, distante
Ías de negro, luto, tutinegra.
Teu ar desgostoso e triste
Capturou minha alma, negra sedutora.

(Encanto teu a que ninguém resiste...)

Tranquei os olhos para me proteger
Da tua presença cativante,
Mas não, foi aí que me condenei.

Abri os olhos e entreguei-me!
Eu deliro quando pauso no que penso
Sonho que me medito
Penso que me ignoro
Fito que me sonho
Olho-me e o silêncio é uma loucura só minha

No momento que se calam os silêncios
Sou um louco que estranha a própria alma...
Morrer
Morrer completamente
Morrer em todo o pensamento

Morrer
Morrer completamente
Morrer sem deixar se quer a alma errante

Morrer
Morrer completamente
Morrer sem deixar rasto, sem deixar sombra

Simplesmente, Morrer...
Meu espirito insano procura serenidade
Perde-se na ilusão de simplesmente imaginar.
Desço ás profundezas do inconsciente
No fundo do meu ser a luz vacila, esfuma-se.
Silêncio em tudo...
Estou exausto!!

Entrego-me nos braços do destino...
Bebi ali todo o teu veneno...
Bebi ali todo o teu desejo...
Estendo a mão á emoção!
Sem comoção, toda a vida é nada...
Sonhos que se ausentam
Lembranças que permanecem
Este fogo enclausurado
E apenas eu a senti-lo

Ah! Orgulho que sangra, queima e corroi...
Entorpeces-me os sentidos
Abafas-me os gemidos
Excitas-me com a tua ousadia
Até provocares os meus desejos
E eu sempre mais e mais embarco na tua fantasia!

Que poder é esse...?
Sobre as feridas que criaste
Ficou a certeza que estiveste.
Quimeras, alivio do teu beijo...
Despi as máscaras
Fiquei nu,
Deambulei calçadas...
Tão indecoroso me notei,
Caminhos irregulares percorri
Dores expostas, escondidas á mostra...
Apesar de titubeante debrucei-me no chão.
Pouco a pouco desamamentei os medos.
Sujei com as lágrimas das palavras, a vida.
Num dado instante
Não fui eu quem falou,
Aliás, terei sido eu? Eu...?
Depravei em farsas.
Se há diversas dimensões
Por que não vivem em mim?
Absorventes, inseparáveis
Sem nenhuma simetria.

Não há pendulos
Entre a chama que sufoca
E o oxigénio soluvel na água
Quando um se desenvolve
Através da realidade do outro.

Convivência,
Nem sequer passiva
Entre satisfação e privação
Contradições misturadas
De intuição e rectidão.
Paradigmas e sintaxes.

Tédio e tesão!

Permitam-me trespassar,
desordeiramente a fronteira.

...Das três dimensões...
Pensar que tudo sei, conforta-me...
Certificar-me que nada sei, destroi-me...
Quantas vezes me iludi e,
Pensei que era mais que os outros.
Agora, porém...
Sei, que nada sei
Que não sou ninguém
Que tudo me destroi
E jamais serei alguém

Procuro na sanidade respostas, mas, é na insanidade que as encontro.
Insano que te julgas sano!

Triste sina d'um louco...
Resolvi silenciar...
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Grito surdo de saudade!!!!



"Queria que estivesses aqui

(...)

Como eu queria...
Como eu queria que estivesses aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que estivesses aqui"
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