In§tante§ ð'um £ouco: Julho 2007
Expresso aqui as minhas enfermidades
Elevo uma a uma as pedras do meu sentir...
Nomeio a insanidade.
Delicada flor em botão
Doçura de que apenas conhecem o aroma.

Nem sempre a sanidade cai do céu
Por vezes explode na loucura...
Desperto do sono!
Encontro-me fechado
Em clausura maligna
Preso na pálida fatalidade.
A morte é sono?
Antes a morte que a vil vida.

Colho as dores
Destino de me conhecer...
Escoo palavras
Economizo vocábulos
Teço e urdo sentidos.
Falho o intento!

Explosão indecifrável
Vida pressentida...
Ah, estivesses tu aqui neste instante...
Deixava os teus braços enlearem-se no meu corpo
Tua boca tocar a minha
Teus olhos perderem-se nos meus.
Cederia a todos os teus desejos sem os questionar...
Junto de ti não sou dono de mim
Sou simplesmente teu!

Resta-nos a proximidade da alma
Ligação sensorial que nos conduz em sonho...
Tenho demasiadas palavras a coalharem-me a alma!
Ecoam gritos mudos...
Anoiteço dolorosamente
Sobre a escuridão
Que me trespassa a alma.
Agita-se o lugar a que chamo passado...
Fico imóvel, derrubado sobre mim.

Retoco-me em memórias
Caricias que me roçam o pensamento...
Pareces-te com violetas, delicada
E eu sou cacto, carregado de espinhos...
Nunca imaginei que os cactos pudessem amar violetas
Mas, por amor também se muda a natureza.

Ensinaste-me a podar os meus espinhos...
Andam a aparecer comentários que supostamente são feitos por mim.
Cliquem na imagem que aparece nesses jocosos comentários e façam atenção ao perfil, reparem na data que aparece... (aparecia, porque já fecharam o acesso ao perfil)
O meu blog não existe desde Maio/2007.

Nem me dou ao trabalho de pensar quem possa andar a fazer tal coisa.
Eu vivo bem comigo, e quem me conhece sabe que não tenho comportamentos desviantes em que a falta de respeito pelo próximo é a nota dominante.
Tenho pena dos pobres/infelizes de espírito!
...
Até outro instante.
Provavelmente nunca fui tão só
Como neste instante
Fingindo o amor que chegará.
Um lamento solto nos dedos
Semeado na tua boca...
Não te amo com o amor de amanhã.
Amo-te menos que esse tempo
Amo-te hoje mais que ontem
Como um novo dia que está para vir.

Entre o dia e a noite
Germina amor, orvalho da manhã...
Flutuo na seiva do teu sorriso
Inspiro o súbito da tua rebeldia...
Invento desejos teus
Faço lembranças nossas.

Danças-me no pensamento
Que instante imenso...!
Não sei que dor é esta
Que me dilacera a alma.
Dói!
Destrói o coração.

Sou louco por querer sem te ter...
Corro pelo acaso do tempo
Percorro espaços abandonados
Corredores de memória sem fim...
Paredes de enigmas por decifrar
Reflexo de espelhos em contradição.

Fantasma que em tudo sou eu
E em tudo se afasta de mim...
Noite densa
Sem luz
Denso quarto
Com flor.

Melancolia, veneno
Esboço de morte, quase suicídio...
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