In§tante§ ð'um £ouco: Dezembro 2009
.
.
.
.
Jaz aqui um amor harmonioso
Que se alimentou de flores cor púrpura
Adornado a beijos d'aromas desérticos.
Não se julgue que morreu condenado
Por falta de paixão, de sonho, de amizade ou amor
Pois será eterna a sua existência.

Interrogámo-nos,
Será que a escuridão da Lua é para sempre
Ou é atrevimento dela a esconder-se de nós
Transformando um instante mágico num momento louco?

...e o tempo deliciosamente parou para nós...

Deixemos existir uma brisa simples
Feita de suaves perfumes nocturnos
Para regozijo da Lua Cheia
Nossa parceira e cúmplice.
Pois com ela, curtos e inesquecíveis
Momentos pareceram nunca ter fim.

Aceito de mau grado a sua morte
E guardo em memória sentimentos inimagináveis.



Tanta vontade desfigurada em silêncio
Minha Loucura, por onde andas que já nem te reconheço...

.
.
.
.
.
.
.
Queria-te perto
Aventurar-me dentro de ti
Eclipsar-me nos teus pensamentos
Mesmo que já nem a luz do sol
E da lua existam para nós.

Preciso de ti, próxima
Minha paixão, meu desejo ardente...

Estende-me as mãos
Toca-me sem toque
Amarra-me ao teu perfume
Aprisiona-me nas tuas memórias
E tira-me a vida de uma só vez.
.
.
.
online