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12 abril 2009

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Foi-se o firmamento e os mares
Foi-se o chão
E os lençois de neve
Onde o amor é sonho.

Desapareceu o sol, o sorriso, a pureza das águas.
Há que encontrar descanso para tamanho tormento...
Morfina!

Todo o corpo é dor
Dói-me a alma
Doem-me ossos que não são meus.

Sangram todas as frases
Que não fui capaz de proferir
Dói-me o pensamento infinito
De negro distante.

Despojos de aves a despertar
Gritos, aliâncias bestiais
Laminas de aço, armas letais.
Suspiro veludos com melancólico vagar...

Cai a luz
Conduz-me a noite.
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7 comentários:

  1. Menino Maluquinho,tu precisas urgentemente de férias desse mundão velho besta =/

    Um beijo!!!

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  2. a dor do cansaço...
    beijinhos

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  3. Todo o sofrimento que não seja ao mesmo tempo conhecimento é inútil.

    Não te esqueças, visto que sofrer é tão penoso. Em vez de sofrer pela vastidão de um desabamento, sofrer pela sua inutilidade. Não há horror que diminua pelo facto de sofrermos bestialmente; é preciso, pelo contrário, fitá-lo com calma e transformar a sua inutilidade em algo de útil, por meio da contemplação.
    Resta saber a realidade actual da morte que, abolindo o sujeito suprime também a contemplação. Mas, então, é ainda mais inútil sofrer. Contemplar até ao último momento, sem pestanejar, continua a ser o sistema mais prático.

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  4. Cai a luz?!
    Esses fulanos da EDP... é sempre a mesma coisa! Falam, falam, falam falam e vai-se a ver... é o que se se vê! Não se vê nada, porque não há luz...

    Crazy Boy,

    Opahhhh... se é a noite que te conduz ao menos não te esqueças de acender os máximos (com o carro ligado de preferência, não vá a bateria estar combinada com os fulaninhos da EDP)

    :P

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  5. Gostei muito de te ler, de te ouvir ...

    Muito Bom

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