
Avançava o verão na noite em que te ouvi
Sobressaltado por mágoas, as estrelas quebravam-se
Aos olhos de uma criança assustada que fugia
Do vento que lhe feria a cara com a violência
De um passado inteiro.
Lembro-me disso na tarde em que calaste as vozes
Da casa com medo e frio como quem apaga cigarros
Nas costas da mão e quem te via chorava.
Mas tu não, nunca choraste por amores perdidos.
São belos os naufrágios, fazem-nos sentir vivos
Entre mares, acreditas? E fica a saudade do mar
Que faz cair primeiro sobre o nosso corpo
Tudo o que viremos a ser depois.
Ofereço-te um café se me falares dos teus amores.
7 Comments:
O sorriso que não se encontra pode esconder-se atrás da voz. E então, sem sentido, a solidão de um silêncio parado entre as sombras, move-se.
Solta-se a voz, a outra voz... a que permanece acesa, a que limpa e aclara o céu oferecendo-me estrelas onde não as havia.
Crazy Boy, ok, pode ser... para mim é sem açucar :P
Jamais choro por amores perdidos... não acredito em amores eternos. Há sempre mudança, há sempre algo de novo.
como sempre... belissimo!
beijo*
Primeiramente, parabens pelo layout..e pela musica!
Sobre o post...ja saí desta fase!...
=D
XD
Bjo!
excelente combinaçao de clip e letras...
passou para aqui...
gostei mesmo.
obrigado
ps.
o café pago eu pode ser?
insisto
Louco estás!
A essa hora? Se beber café, passo a noite em claro!
Chá? Não? Ok, ok, então devo positivamente partir...
:P
Tretas!!!
Tu, tu, tu...
(vou-me conter :P)
Cheguei até aqui pela Poesia Portuguesa.
Não sou especial apreciadora de poesia, chamemos-lhe... sensual. O erro é meu, de forma alguma de quem a escreve pois sou eu que a não sei escrever ou apreciar.
Este post está fantasticamente belo. Mesmo. Gostei imenso!
"uma criança assustada que fugia
Do vento que lhe feria a cara com a violência
De um passado inteiro."
Quanto isto é real...
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