
Caminham pelo vento
Com longas vestes
Trémulas asas
Batem contra o tempo
Vêm do imaginário
Rasam a memória
Voam com o vento
Escuto insectos
Deito-me rente
Na terra
Debruçados na noite
Imagino anjos
A beberem a lua
Pétalas
Gomos sorvidos um a um
Cintilam pequenas
Escamas
Penas
Uma a uma formulam desejos
Em asas de anjo
Movimento estagnado
De paredes que respiram
Através do sal do útero
Contidas menstruações
Num arquejar lento
Pés nús
Bordejam o vento
Controlam o espaço
Corpos de leme
Asas que se fixam
Eriçadas e acesas
Em ombros de anjo
Anjos apenas
Em corpos de mulher
Leve crepitar
De ombros
com asas à mistura
Minudência sexual
Conotação de aventura
Tenso clitóris entumescido
Vagina que desabrocha
Na ponta de dedos
Afastar de lábios
Entreabrir de coxas
Sonhos
Mentes que observam
Anjos que tremulam
Sobre tréguas
Instante de bater
O coração de pedra
Uma rosa em auxilio
O apoio das asas
No bater do tempo
Asolutamente vazio?
Anjo é vida
Mulher que flutua
Asas de quartzo hialino
Incolores e voláteis
Voos em asas de prazer
Falas de anjo
Sonhos de água na boca
Asas longínquas
Afago de ombros
Liquido céu
De olhos de mulher
Fantasia do tempo
Infracção das horas
Caminhar sedento
Na protuberância das asas
Será a queda o vicio dos anjos?
Destino que voa pelos meus olhos...
Com longas vestes
Trémulas asas
Batem contra o tempo
Vêm do imaginário
Rasam a memória
Voam com o vento
Escuto insectos
Deito-me rente
Na terra
Debruçados na noite
Imagino anjos
A beberem a lua
Pétalas
Gomos sorvidos um a um
Cintilam pequenas
Escamas
Penas
Uma a uma formulam desejos
Em asas de anjo
Movimento estagnado
De paredes que respiram
Através do sal do útero
Contidas menstruações
Num arquejar lento
Pés nús
Bordejam o vento
Controlam o espaço
Corpos de leme
Asas que se fixam
Eriçadas e acesas
Em ombros de anjo
Anjos apenas
Em corpos de mulher
Leve crepitar
De ombros
com asas à mistura
Minudência sexual
Conotação de aventura
Tenso clitóris entumescido
Vagina que desabrocha
Na ponta de dedos
Afastar de lábios
Entreabrir de coxas
Sonhos
Mentes que observam
Anjos que tremulam
Sobre tréguas
Instante de bater
O coração de pedra
Uma rosa em auxilio
O apoio das asas
No bater do tempo
Asolutamente vazio?
Anjo é vida
Mulher que flutua
Asas de quartzo hialino
Incolores e voláteis
Voos em asas de prazer
Falas de anjo
Sonhos de água na boca
Asas longínquas
Afago de ombros
Liquido céu
De olhos de mulher
Fantasia do tempo
Infracção das horas
Caminhar sedento
Na protuberância das asas
Será a queda o vicio dos anjos?
Destino que voa pelos meus olhos...
9 Comments:
Crazy Boy,
Vim abrir a janela!
Hummm protuberância...!Saliência...?
Desconfio...
E enquanto andares sedento...
...
Quando o ser humano deixa de ser sedento..
É que..
..
..que... ?!
Aguarda,
acalma as frustraçoes da alma.
permite que o abismo chegue a ti e nao o contrario. nao corras em direcçao ao precipicio pois é escusado procurar o inevitavel tal como o é de negar o irrecusavel.
É anjo? recorda a brisa quente que outrora se elevava ao por do sol. recorda o suave sopro que te roçou na orelha um dia. recorda a queda do anjo no teu proprio abismo colossal.
rende-te ao vernaculo que vive em ti e verás , sem duvida, o nascimento desse anjo sem asas.
A queda nunca será vicio mas sim uma opção.
obrigado
:P <-- com asas
Como oprtunamente te referi e solicitei, o teu poema já foi postado...
Grata pela partilha.
Um abraço ;)
Depois de ter lido o fantástico poema no Poesia Portuguesa e de o ter comentado, não pude deixar de vir aqui dizer-te que cada vez escreves melhor. Sinceramente. Muitos beijos.
Gostei...
bj
É que fica o caldo por entornar!
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